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Neste espaço serão publicados textos disponibilizados pelos autores e que emanam das conferências organizadas pelo NHMOM.

“História da Cirurgia Cardíaca”, por Manuel J. Antunes

 

 

(resumo da palestra que Manuel J. Antunes proferiu no dia 18 de Junho de 2016, no âmbito do ciclo de conferências organizadas pelo NHMOM)

 

 

 

A história da Cirurgia Cardíaca é bem mais curta que a da cirurgia em geral, se exceptuarmos o episódio único do nosso rei D. Pedro I que, no século XIV, experimentou uma forma simultaneamente estranha e inovadora de colheita de órgãos, ao retirar aos algozes de D. Inês de Castro “a um o coração pelas costas e a outro pelo peito”. Não sabemos se tais operações tiveram lugar em Coimbra, mas terão talvez sido um presságio do que aqui haveria de ocorrer mais de seis séculos depois.

 

 

Mas também nesta especialidade, a história não foi completamente vazia de obstáculos. Durante o último século, tinha havido vários episódios e tentativas de intervir sobre o coração. Paixão frequentemente incompreendida pelos pares, como se depreende da célebre sentença, proferida, em 1883, por Theodor Billroth, um dos grandes pioneiros da cirurgia moderna: “o cirurgião que ousasse suturar uma ferida do coração, perderia o respeito dos seus colegas”.

 

 

Mas, a verdadeira história da cirurgia cardíaca moderna iniciar-se-ia apenas em Maio de 1953, com a realização, com sucesso, da 1ª cirurgia de coração-aberto com circulação extra-corpórea, efectuada por John Gibbon que, com sua mulher, Mary Gibbon, trabalhara mais de duas décadas, com paixão, na intervenção da máquina de coração-pulmão. Mas, este ato pioneiro e corajoso não foi imediatamente recompensador e Gibbon viria a abandonar a cirurgia, após cinco tentativas subsequentes falhadas. Apenas catorze anos depois, o mundo inteiro viria a ser despertado para esta especialidade pela notícia da primeira transplantação de um coração, realizada na noite de 2 para 13 de Dezembro de 1967, em Cape Town, África do Sul, por Christian Barnard. Que outro motivo, senão a paixão, o empurrou para esse salto que outros não tinham tido a coragem de dar? A transplantação cardíaca, posterior no tempo à transplantação renal, foi o contributo decisivo para o que René Kuss chamou, em 1991, “A Grande Aventura do Século”.

 

 

A nossa disciplina é um dos ramos mais glamorosos da medicina. Nós lidamos com o órgão mais vibrante e dinâmico do corpo humano. Temos o privilégio de tocar o coração, o coração de ricos e de pobres, os corações de todas as idades, tamanhos e cor, mas todos eles deficientes por nascimento ou por doença. Somos verdadeiramente abençoados com a arte de remendar corações danificados e mesmo a arte de mudar corações. O coração que até é, imaginem, o símbolo da paixão, certamente o símbolo mais difundido da história da humanidade. Esta é de verdade, a mais apaixonante de entre todas as especialidades cirúrgicas.

 

 

Tal como as restantes cirurgias, a cirurgia cardíaca passa hoje por uma fase de grandes alterações no modo como se faz a abordagem do órgão-alvo. A cirurgia minimamente invasiva veio desafiar um dos princípios em que fui educado de “grandes cirurgiões, grandes incisões”, e já praticamente conquistou a exclusividade em vários tipos de intervenções noutras áreas cirúrgicas.

 

 

Um passo ainda mais adiante foi dado com a cirurgia roboticamente assistida, que tem como principal qualidade anular completamente o natural tremor das mãos humanas, especialmente desenvolvido nos momentos mais exigentes da cirurgia. E, teoricamente, permite a um cirurgião operar um doente em qualquer lugar do outro lado do mundo, a partir de Coimbra. Citando Bicha Castelo, “ a inimaginável explosão que se antevê nos domínios dos saberes tem tal dimensão e a tecnologia irá oferecer meios tão sofisticados à ciência que tenderão a conduzir o homem para domínios tão íntimos do conhecimento que poderão, eventualmente, levar à profanação da condição e dignidade humanas, que seria imprescindível evitar”.

 

 

O ser humano não pode nunca vir a ser uma máquina da qual podemos tirar, livremente, as partes avariadas. René Leriche dizia que “o segredo da vida está na capacidade de savoir s’étonner – saber surpreender-se. É necessário que saibamos continuar a deixarmo-nos surpreender pela vida, com as suas coisas superiores e belas, como são todas as paixões que se pretendem reais, um pouco à semelhança da sociedade perfeita para a qual, na sua obra Utopia, publicada em 1516, Thomas More definiu costumes, leis e um código de ética, conducentes à perfeição.

 

 

“A cirurgia, além de disciplina do conhecimento, é arte que deve ser cumprida com a ambição de fazer sempre mais e melhor, mas com a humildade de sabermos que as nossas capacidades são limitadas e que, em primeiro lugar, está o respeito pelo doente”. Por isso é que devemos ser fontes inspiradoras dos nossos alunos e formandos para prosseguir uma carreira nesta que é uma das disciplinas mais difíceis da medicina, mas, ao mesmo tempo, uma das mais apaixonantes.

Em anexo divulgamos a síntese da conferência proferida por Fernando Real, no âmbito de uma sessão temática organizada pelo Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos, em 12/03/2016, dedicada às primeiras médicas e farmacêuticas portuguesas.

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Resumo da intervenção de Anabela Leitão na sessão temática que o Núcleo de História da Medicina da OM realizou na Biblioteca Histórica da Ordem dos Médicos, em Lisboa, no dia 12 de Março de 2016, na qual prestou uma homenagem genérica às primeiras médicas, na sociedade portuguesa e no contexto internacional.

As primeiras médicas portuguesas, por Anabela Leitão

Desenvolvido como um contributo contra o esquecimento e o anonimato, o tema das primeiras médicas portuguesas baseou-se em registos disponibilizados nos seguintes Arquivos: Biblioteca Nacional, Bibilioteca do Hospital de S. José, Biblioteca da Faculdade de Medicina de Lisboa, Arquivo da Escola Politécnica de Lisboa, Biblioteca do Museu de História da Medicina do Porto, Biblioteca da Faculdade de Medicina do Porto, Biblioteca da Universidade de Medicina de Zurique.
Foi apresentada a contextualização internacional do mesmo acontecimento: pioneiras médicas na segunda metade do século XIX na América do Norte, Reino Unido, Rússia e restante Europa, com base nos estudos sobre a matéria de Thomas Neville Bonner e de Natalie Pigeard Micault nas suas obras “To the ends of the earth” e “Histoire de l entrée des femmes en Médecine”, respectivamente. Este processo não foi pacífico, tendo havido avanços e recuos.
Em Portugal, a entrada de mulheres nas Escolas Médico-Cirúrgicas aconteceu nos anos 80 do século XIX, duas décadas depois das americanas, inglesas e russas e outras europeias. Foi uma inclusão pacífica e paulatina com acesso em plena igualdade no que diz respeito ao curriculum académico, aos cinco anos lectivos dos cursos médicos e aos dois anos de estudos preparatórios nas Escolas Politécnicas.
As primeiras licenciadas, de acordo com os registos acima referidos, foram Sophia Rosa da Silva e Amélia Cardia dos Santos Costa em Lisboa e as irmãs Aurélia Moraes Sarmento e Laurinda Moraes Sarmento no Porto,todas no ano de 1891. Até ao final do século XIX, mais oito mulheres concluiram o curso médico-cirúrgico: Maria Leite Paes Moreira no Porto, Emília Patacho,em Lisboa, Guilhermina Moraes Sarmento no Porto, e ainda Maria Theodora Pimentel, Maria do Carmo Jesus Affreixo, Sophia Graça Affreixo, Maria do Carmo Lopes e Adelaide Cabette todas em Lisboa.
A conclusão dos cinco anos de estudos era concretizada com o Ato Grande, dia em que eram apresentadas a um Júri de quatro examinadores a Dissertação Inaugural e as Proposições, temas sobre os quais eram interrogadas.
As Dissertações constituem, sem dúvida, trabalhos interessantes  do ponto de vista da Medicina da época e reflectem as altas taxas de mortalidade infantil e peri-parto que existiam no país. Também as doenças infecciosas cujos principais agentes foram sendo identificados ao longo do século XIX, foram temas escolhidos nas Dissertações. Podem ler-se entre alguns dos temas: “Hygiene da primeira Infância”, “Hygiene da gravidez e do Parto”, ”Algumas Considerações Sobre a Mulher em trabalho de Parto”, “Protecção às Mulheres grávidas pobres”. Uma das médicas, Maria Theodora Pimentel, abordou o tema das doenças infecciocas com elevada mortalidade com a sua dissertação inaugural “Algumas palavras sober a meningite como complicação da febre typhoide”.
Por fim, mostrando que estavam absolutamente a par do que se discutia na Europa, ao nível da neurofisiologia e da psiquiatria, que apaixonou nomes da Medicina como Charcot, Amélia Cardia apresentou um tema intitulado Febre hystérica. Tal como escreve na “Advertência “ da sua tese: ”Tratava-se d’uma febre a princípio intermitente, atypica, bem definida como syndroma, n’uma doente em quem explodiram, no decurso da evolução morbida, symptomas inequivocos d’ hysteria”.
Outro aspecto relevante destas Dissertações é que elas mostram os avanços da medicina do seu tempo, como no caso da tese apresentada por Teodora Pimentel, “Meningite como complicação de Febre Typhoide”, revelando que já era possível confirmar o diagnóstico após a morte, neste caso através da alteração das placas de Peyer, além das alterações macroscópicas das meninges.
Em conclusão, verificámos que a presença das mulheres nas Escolas Médico-cirúrgicas criadas em 1836 pelo Ministro do Reino, Passos Manuel, surgiu na viragem do século XIX para o século XX, de forma ainda muito reduzida, o que se compreende à luz da elevada taxa de analfabetismo que era superior a 70% e mais elevada ainda na população feminina, e que foi uma integração sem grandes sobressaltos ou contestações. As mulheres foram bem acolhidas pelos professores e colegas homens e obtiveram até louvores em várias cadeiras.
A vida profissional da maior parte destas médicas caracterizou-se pela actividade em consultórios particulares, geralmente dedicados às ”doenças das senhoras e partos” e pelo ensino em Institutos de Educação Feminina.
Muitas destas médicas ficaram também conhecidas pela sua actividade como feministas, como bem elucida no seu trabalho “Os Primórdios do feminismo em Portugal: A primeira década do séc XX”, Mestre João Esteves (publicado na Revista Penélope, nº 25 2001 pag. 87-112).

Divulgamos em anexo a versão completa da intervenção de Maria do Sameiro Barroso na sessão temática organizada pelo NHMOM dedicada às primeiras médicas e farmacêuticas portuguesas no dia 12 de Março de 2016. Maria do Sameiro Barroso destacou a entrega de Carolina Beatriz Ângelo à prática da Medicina e a sua luta pelos direitos das mulheres.

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Resumo da conferência organizada pelo NHMOM, proferida por Carlos Vieira Reis, no dia 13 de Abril de 2016, na biblioteca histórica da Ordem dos Médicos em Lisboa:

 

 

Anastácio Gonçalves, um Príncipe solitário na Medicina e na Arte

 

 

Uma visão pessoal do médico que era um esteta e colecionador de arte nas suas várias facetas e grande filantropo. Onde se analisa a sua maneira de estar e de ser, a sua vida, sempre envolvida num casulo de beleza e arte. De Alcanena a S. Petersburgo, uma vida de Príncipe, mas solitário.

 

Quando António Anastácio Gonçalves nasceu a 2 de Outubro de 1888 na ribatejana vila de Alcanena, acabava de nascer o desejado filho de José Manuel Gonçalves e de Mariana Anastácio Gonçalves, até aí pais de seis raparigas, resultado da continuada missão de tentarem o filho varão que tanto desejavam e tanto tardou a aparecer. Tudo apontava então para que o recém-nascido viesse a ser tão feliz como os seus pais tinham acabado de o serem.

 

No Colégio de S. Fiel, de onde poucos anos antes tinham saído Afonso Costa, Augusto Gil, Egas Moniz, eram agora seus condiscípulos Diniz da Fonseca, Robles Monteiro, Cabral de Moncada, Martinho Nobre de Melo e outros. No Liceu Central de Coimbra, com mais idade, mais colegas e um ambiente estudantil privilegiado, cresceu como ser pensante e actuante, naturalmente. Na sua estadia na guerra, teve um comportamento exemplar que mereceu louvor e condecoração com a Cruz de Guerra, pelo seu comportamento em duas ocasiões chave daquela guerra – as batalhas de Cambrai e La Lys. Um dos pontos pouco esclarecidos na sua biografia é o da tuberculose que terá tido, após o seu regresso da Grande Guerra em Março de 1919. No que respeita à sua actividade médica, pode verificar-se que embora cheia de sucesso, teve vários percalços de percurso. A personalidade de Anastácio é multifacetada e multiforme, pois sendo, por princípio, austero e com uma certa rigidez de princípios, era capaz de tomar atitudes que chocariam mesmo o mais aberto dos espíritos, como foram, por exemplo, a atitude e a decisão que tomou na compra efectuada em 1943 da Quinta das Baldrucas, em Azeitão. Nesta decisão, três aspectos se podem avaliar – o carácter, a paixão e o dinheiro. Qualquer deles abundava, mas em todas elas não era um esbanjador. A sua atitude no primeiro contacto que teve com Calouste Gulbenkian, é claro manifesto da sua maneira de ser. Parece-me menos conforme com a sua maneira de ser, que tenha aceitado a decisão de Calouste Gulbenkian, quando este lhe enviou um cheque para pagamento da consulta domiciliária que lhe tinha feito no Hotel Aviz. Logo na sua primeira aquisição, Anastácio Gonçalves deixa a sua marca pessoal de apaixonado, mas seguro colecionador. Ao adquirir estas duas peças de mobiliário, ele adquiriu não só duas peças para a sua futura Casa-Museu, mas também e de uma forma gratuita, dois espaços privilegiados, para pouco a pouco, ir colocando as suas novas aquisições. E mais uma vez Anastácio Gonçalves dá conta da sua lucidez, determinação e estratégia, quando encarrega o seu amigo Manuel Cássio Tovar de adquirir em hasta pública, em 16 de Junho de 1932, o edifício situado na Avenida 5 de Outubro em Lisboa, pela importância de 200.000$00, conhecido como Casa Malhoa. Esta paixão de Anastácio Gonçalves foi inesperadamente maculada pelo próprio, quando em 4 de Janeiro de 1956, entrevistado pelo Diário Popular a propósito do colecionismo afirmou que – Coleccionar é um vício, colecionar quadros e móveis é, ainda por cima, um vício caro. O que vale é que é um vício de que sempre fica qualquer coisa. Tudo aponta para que Anastácio Gonçalves tenha sido vítima da Síndrome de Stendhal, dada a sua personalidade austera, contida, amante da arte, vivendo com ela e no meio dela, viajante incansável na sua procura. Apesar desta habituação, só fim da sua vidao lhe foi possível contemplar as maravilhas do l’Hermitage, que anos antes não pôde visitar por estar encerrado, mas que finalmente pôde contemplar com redobrada emoção e diminuída saúde cardíaca.

 

Morreu só, solitário como sempre. Mas seguramente feliz, porque morreu vendo a arte com que sonhou e que só se lhe quis mostrar na despedida, para que essas imagens o acompanhassem na última viagem.

 

Carlos Vieira Reis

 

Carlos Vieira Reis é médico, com a especialidade de cirurgia geral, exercida nos Hospitais Civis de Lisboa e no Hospital Militar Principal, onde foi Director de Serviço, Director Clínico e Subdirector. Coronel Médico. Representante de Portugal durante mais de uma década no Grupo de Trabalho de Emergência Médica do EUROMED e no Research Study Group 17 da NATO. Leccionou na Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa durante oito anos (Patologia e Clínica Cirúrgica), na cátedra do Prof. Rolando Moisão. Autor e apresentador de programas de Rádio e Televisão (na TVI, desde o início e em prime time o programa Rica Saúde e nas TV Saúde e TV Medicina os programas E, se eu vos contasse e Haja Saúde). Tem extensa obra publicada de contos, romances, biografias, ensaio e história da Medicina. Traduziu para a Editora Replicação Medicine and Society in Early Modern Europe – New Approaches to european history, de Mary Lindemann, Professora da Carnegie Mellon University, tendo este livro recebido o prémio William H. Welch Medal Book da Associação Americana para a História da Medicina. Pertence a 20 Sociedades Científicas e Culturais, sendo Académico em três delas. Tem Prémios nacionais e internacionais (Itália e Brasil). Vários louvores civis e militares. Foi Presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos (1994-2004), da União dos Médicos Escritores e Artistas Lusófonos (1994-2000) e da União Mundial dos Escritores Médicos (2004-2009), tendo sido reeleito, contra sua vontade, recusou continuar mas manteve-se mais um ano, assegurando o funcionamento até nova Assembleia Geral em 2010.

Resumo da comunicação “Vesálio em espelho” apresentada por Maria José Leal em 18 de Março de 2015 na Biblioteca da sede da OM em Lisboa, a convite do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos. Esta comunicação já havia sido apresentada a 7 de Novembro de 2014, por ocasião das XXVI Jornadas de Estudo Medicina da Beira Interior, e será publicada na integra em Novembro 2015, nos Cadernos de Cultura História da Medicina da Beira Interior vol. XXIX, www.historiadamedicina.ubi.pt/cadernos.html

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Realizou-se no dia 30 de Setembro de 2015, mais uma sessão organizada pelo NHMOM, subordinada ao tema “As Régias Escolas de Cirurgia de Lisboa e Porto: O renascer do esplendor da cirurgia portuguesa”, a qual foi proferida por Fortuna Campos. Anexamos o resumo da sua palestra. Esta sessão faz arte da profunda e exaustiva investigação deste médico sobre a História da Cirurgia Portuguesa. No final da sessão, foi lançado o repto para a comemoração do bicentenário das Escolas Régias, em 2025.
“The Royal Schools in Lisbon and Oporto. Rebirth of splendor of the Portuguese surgery”, João Carlos Oliveira Fortuna Campos – General surgeon who has devoted his life to breast cancer surgery, taking Action against Breast Cancer (he is a founding member of the Association of Mastectomized Women), and to the research of the history of the Portuguese surgeons who have worked on this area since the Middle Ages until the present time.

 

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Divulgamos em anexo o resumo da conferência “Amato Lusitano e os Cuidados Paliativos”, proferida por Lourenço Marques, no âmbito do ciclo organizado pelo NHMOM, no dia 17 de Junho de 2015.

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Realizou-se no dia 8 de Julho mais uma conferência organizada pelo Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos. O anestesiologista J. J. Figueiredo Lima falou sobre a história da reanimação cardiorrespiratória, desde a mitologia e os primeiros casos de ressuscitação de que há registo (culto de Isis) à atualidade, elencando e analisando os diversos processos de reanimação que foram sendo desenvolvidos. Anexamos um resumo e informamos que um texto mais alargado foi publicado na edição de Julho de 2015 da Revista da Ordem dos Médicos.

 

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Conferências por Christopher J. Duffin

 

 

Christopher J. Duffin, geólogo e paleontólogo da Geological Society de Londres, Consultor do Museu de História Natural de Londres, galardoado com o Prémio Mary Anning da Associação Britânica de Paleontologia, em 2011, autor de numerosas publicações, entre as quais se destacam estudos sobre temas portugueses, como Pedro Hispano e a Pedra de Goa, esteve entre nós para proferir três conferências, numa iniciativa do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos em colaboração com o Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, e integrando o Ciclo de Cultura e Debate, Kerensia Sefardi, parceria entre Associação de Amizade Portugal-Israel, a Cátedra de Estudos Sefarditas Alberto Benveniste da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Universidade Lusofona de Lisboa e o Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos.

 

A conferência na Ordem dos Médicos, Tales from the Apotecary´s chest foi presidida pelo Dr. João Granha, em representação do Dr. Jaime Mendes, Presidente da Secção Regional do Sul, que patrocinou a sessão a quem agradecemos.

 

O investigador e organizador de dois congressos em 20111 e 2014, dedicados às relações da Geologia com a Medicina, praticamente desconhecidas entre nós, trouxe-nos informações que levantaram grande interesse e foram alvo de interessantes debates, tendo descodificado e clarificado muito do que nos habitualmente surpreende quando deparamos com as terapêuticas médicas antes do século XIX.

 

Seguidamente, reproduzimos a tradução dos resumos.

 

 

Portuguese Medical Association, 2nd June 2015

 

Tales from the Apothecary’s Chest

 

The transition from the late seventeenth to the early eighteenth century represented an interesting time in the development of the Materia Medica, with the traditional ‘Galenical’ approach being progressively replaced by the ‘Chymical’ approach, a necessary precursor to modern pharmacology. Five surviving complete and partial British materia medica cabinets form the focus for a consideration of changing practices in the medicinal use of natural materials over this period. The working and teaching cabinets contain both processed and unprocessed specimens of botanical, zoological and geological simples.  Of these, some were waning in popularity (e.g. medicinal skink, fish otoliths, scorpion, unicorn horn, nephrite jade, Irish slate, pyrite and garnets, jet and cannel coal), others were hardly ever used (e.g. belemnites, echinoid spines, Goa Stone, haematite, aetites), whilst others still continued to be popular, either in raw or processed form (e.g. dragon’s blood, viper, pearls, amber, cinnabar, selenite, terra sigillata). The collections, considered in the context of contemporary literature, provide a unique insight into this dynamic period in the history of medical therapeutics.

 

 

Ordem dos Médicos, 2 de Junho de 2015

 

Histórias do armário farmacêutico

 

A transição do final do século XVII para o início do século XVIII constituiu um momento curioso no desenvolvimento da Materia Medica, tendo a abordagem “galénica” tradicional sido substituída progressivamente pela “química”, um precursor necessário para farmacologia moderna. Da farmacopeia desta época, chegaram até nós cinco gabinetes britânicos completos ou parciais de materia medica que constituem o ponto de partida para um estudo das alterações no uso de matérias naturais ao longo deste período. Os gabinetes de trabalho e de ensino contém espécimes dos elementos originais e transformados de materia botânica, zoológica e geológica. Destes, alguns foram diminuindo a popularidade (por exemplo, o Scincius officinalis, um réptil, usado em medicina, otólitos de peixes, escorpiões, chifres de unicórnio, nefrites (formas de jade), ardósia irlandesa, pirite e granadas, pedra de carvão e azeviche), outros quase nunca foram utilizados (por exemplo, belemnites, espinhas de fósseis equinóides, Pedra de Goa, hematites, aetites (géodos), enquanto outros continuaram a ser usados, simples ou transformados (por exemplo, sangue de dragão, víbora, pérolas, âmbar, cinábrio, selenite, terra sigillata). As colecções, a partir do conhecimento actual, fornecem uma perspectiva única sobre este período dinâmico da história da terapêutica médica.

 

 

National Museum of Archaeology, Lisbon, Monday 1st June 2015

 

A History of Geological Therapies

 

Virtually every culture in the world has made use of geological materials to treat their sick. These geopharmaceuticals often supposedly acted by sympathy, transference or natural magnetic powers. This lecture will examine the ways in which a variety of rocks, minerals, fossils and earths were employed by healers and apothecaries from the second millennium BCE to around 1750, taking into account Babylonian, Assyrian, Egyptian, Roman, medieval Arabic, Chinese and Western practices, based both upon artefacts and written accounts. Lapis lazuli, for example, was used to treat eye conditions and tinnitus by the Assyrians, and used in specialized cosmetic and medicinal kohls by the Egyptians. Various clays, mostly from the Mediterranean area, were worked into small cakes and their provenance authenticated with symbols; these terra sigillata were used extensively to treat digestive disorders and as ingredients in a wide range of medicines used against all sorts of diseases. Even precious stones utilized in the war against ill health. A well-stocked geological collection could provide medicaments for an enormous diversity of ailments.

 

 

Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, 1 de Junho de 2015

 

História das terapêuticas geológicas

 

Praticamente todas as culturas do mundo utilizam materiais geológicos para tratar seus doentes. Estes geofarmacêuticos actuam frequentemente por simpatia, transferência ou por poderes magnéticos naturais. Esta conferência irá examinar as formas como várias rochas, minerais, fósseis e terras foram utilizadas por curandeiros e boticários desde o segundo milênio a. C. até cerca de 1750, tendo em conta as práticas médicas da Babilónia, Assíria, Egipto, Roma, a medicina árabe medieval, chinesa e ocidental, baseada em artefactos e fontes escritas. O lápis-lazúli, por exemplo, foi usado para tratar doenças oculares e acufenos pelos assírios, e usado em cosméticos especiais e kohls medicinais pelos egípcios. Várias argilas, a maior parte na área do Mediterrâneo, foram moldadas em pequenos bolos e sua proveniência autenticada com símbolos; estas terra sigillata foram amplamente utilizados para tratar perturbações digestivas e usadas como ingredientes numa grande variedade de medicamentos contra todos os tipos de doenças. Até as pedras preciosas foram usadas na guerra contra os problemas de saúde. Uma colecção geológica bem apetrechada poderia proporcionar medicamentos para uma grande diversidade de patologias.

 

 

A History of the Jews’ Stone (Lapis Judaicus)

 

 

“Jews’ Stone” (Lapis Judaicus) is the name given to the spines of certain fossilised echinoids (sea urchins), especially Balanocidaris from the Jurassic rocks of the Mount Hermon district on the Lebanese/Syrian border. Used extensively as a prophylactic and treatment for various common and painful urinary disorders, particularly bladder stones, kidney stones and dysurea, it has a long folklore pedigree extending from Roman and Greek writings of classical times to the present day, especially in the Mediterranean area. The medicinal application of the Jews’ Stone was determined by its shape, using the principle of sympathetic magic. Either sucked in the mouth or powdered and mixed with a wide range of botanical, mineral and animal ingredients, it was often taken in wine or water. Moses Maimonides (1135-1204) suggested that it could be used in a special plaster to treat snake-bites. Following the Paracelsian revolution, many herbal, zoological and geological simples were subjected to alchemical techniques in order to release their active therapeutic ingredient; treated in this way, Jews’ Stones were the source of a special pharmaceutical oil. The stone provides one example of a wide range of geopharmaceuticals which, now largely forgotten, enjoyed a surprisingly long history of popular use as a drug.

 

 

A História da “Pedra Judaica” (Lapis Judaicus),

 

Universidade Lusófona, 4 de Junho de 2015

 

“Pedra Judaica” (Lapis Judaicus) é o nome dado às espinhas de certos equinóides fossilizados (ouriços do mar), especialmente Balanocidaris, provenientes das rochas jurássicas da região do Monte Hermon na fronteira libano/síria. Amplamente utilizada como um profiláctico e no tratamento para várias doenças comuns e dolorosas do tracto urinário, especialmente da bexiga, rins e usadas, de forma geral, no tratamento da disúria, possuem uma longa história no folclore desde a medicina greco-romana até à actualidade, especialmente na área do Mediterrâneo. A aplicação medicinal da “Pedra Judaica” foi determinada pela sua forma, seguindo o princípio da simpatia magica. Quer sugada na boca ou em pó, misturada com uma grande quantidade de ingredientes vegetais, minerais e de origem animal, foi muitas vezes diluída em vinho ou água. Moisés Maimónides (1135-1204) sugeriu que poderia ser utilizada num emplastro muito especial para o tratamento de mordeduras de cobra. Após a revolução de Paracelso, muitas substâncias à base de plantas ou de origem animal e geológica foram submetidas a técnicas de alquimia a fim de se isolar o seu princípio terapêutico activo; tratadas desta maneira, as Pedras Judaicas foram a fonte de um óleo farmacêutico especial. A pedra fornece um exemplo de uma vasta gama de geofarmacêuticos que, agora, em grande parte esquecidos, disfrutaram de uma história surpreendentemente longa como drogas de uso popular.

 

Imagem: Página dupla da obra De Lapidibus na obra Ortus Sanitatis (1491), fonte que fornece grande informação sobre elementos geológicos (Wellcome Library, London).

 

Texto e tradução de Maria do Sameiro Barroso

 

 

Dr Chris Duffin, 

 

The Natural History Museum, London

 

Biography

 

Originally trained as a geologist, Chris Duffin spent most of his working life as a High School teacher in south London. Following a Ph.D. in Vertebrate Palaeontology at University College London in 1980, he has published extensively (over 160 papers) on a wide range of fossil groups including crocodiles, lizards and barnacles, but is particularly concerned with sharks and their allies. He recently co-authored the Handbook of Paleoichthyology Volume 3D . Chondrichthyes. Paleozoic Elasmobranchii : Teeth (2010, Friedrich Pfeil Verlag). The history of Geology is a relatively recent interest and has borne fruit in a Special Publication of the Geological Society of London entitled A History of Geology and Medicine (Duffin, Moody & Gardner-Thorpe 2013). Chris received the Palaeontological Association’s Mary Anning Award for outstanding contributions to palaeontology in 2011 and is currently a Scientific Associate at the Natural History Museum in London. His research into the pharmaceutical uses of geological materials is wide-ranging and has resulted in publications on gems, lapis lazuli, amber, pumice, the Goa Stone and Petrus Hispanus (circa 1215-1277, the Portuguese doctor who became a Pope), amongst many others. Chris has a particular interest in the innovations that took place in the pharmacopoeia during the Age of Exploration, championed by physicians such as Garcia ab Horta (c. 1501-1568) and Cristobal Acosta (1515-1594).

 

 

Imagem em anexo: Hand-coloured, double-page spread of De Lapidibus in the Ortus Sanitatis (1491), a source of much information on geological simples (Wellcome Library, London).

No dia 23 de Maio de 2015 o NHMOM realizou a sessão temática “Literatura e Medicina, da Idade Média ao Séc. XVI”, da qual fez parte a palestra “A influência da medicina árabe na Europa medieval”, proferida por Dias Farinha. Anexamos o respetivo resumo.

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No dia 23 de Maio de 2015 o NHMOM realizou a sessão temática “Literatura e Medicina, da Idade Média ao Séc. XVI”, da qual fez parte a palestra “Os poderes curativos de três plantas, três árvores, três pedras e três animais em Hildegarde de Bingen”, proferida por , por Maria Adelaide Neto Salvado. Anexamos o respetivo resumo.

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No dia 23 de Maio de 2015 o NHMOM realizou a sessão temática “Literatura e Medicina, da Idade Média ao Séc. XVI”, da qual fez parte a palestra “Os Lusíada e a medicina”, proferida por António Salvado. Anexamos o respetivo resumo.

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No dia 23 de Maio de 2015 o NHMOM realizou a sessão temática “Literatura e Medicina, da Idade Média ao Séc. XVI”, da qual fez parte a palestra “Medicina na literatura medieval portuguesa”, proferida por Cristina Moisão. Anexamos o respetivo resumo.

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Anexamos o resumo relativo à palestra “Pedro Vitorino (1882-1944) e a I Guerra Mundial” proferida por Romero Bandeira (ICBAS-UP e CEIS20-UC). A palestra teve lugar no dia 21 de Fevereiro de 2015, integrada no ciclo de conferências promovido pelo Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos.

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Anexamos os resumos relativos à palestra “História da Urologia. Visão panorâmica. Breves notas” proferida pelo ex-presidente da Associação Portuguesa de Urologia, Manuel Mendes Silva. A palestra teve lugar no dia 14 de Janeiro de 2015, integrada no ciclo de conferências promovido pelo Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos.

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História_da_Urologia_Manuel_Mendes_Silva
Historia_Urologia_Visao_panoramica

Anexamos a palestra “Psicopatologia: neurotransmissores e feitiços” proferida por Mário Vale Lima, especialista em Psiquiatria, em Junho de 2014 no âmbito das conferências promovidas pelo NHMOM.

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Junho_Psicopatologia_neurotransmissores_e_feiticos_resumo_alargado

Anexamos a palestra “Aspectos da contribuição portuguesa para o progresso da medicina – notas histórias” proferida por José de Paiva Boléo-Tomé no dia 12 de março de 2014 no âmbito das conferências promovidas pelo NHMOM.

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ASPECTOS_DA_CONTRIBUIÇÃO_PORTUGUESA_A5

Anexamos o resumo da palestra “Instrumentos cirúrgicos do século XVIII” proferida por Cristina Moisão no dia 22 de Fevereiro de 2014 no âmbito do ciclo de conferências promovido pelo NHMOM.

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Instrumentos_cirúrgicos_do_seculo_XVIII_Cristina_Moisao

Anexamos o resumo da palestra “Cirurgia no séc. XVI: instrumentos que se usava – da eficácia e da arte” proferida por Carlos Vieira Reis no dia 22 de Fevereiro de 2014 no âmbito das conferências promovidas pelo NHMOM.

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Cirurgia no séc. XVI_instrumentos que usava_da eficácia e da arte_Carlos Vieira Reis

Anexamos o resumo da intervenção de Amélia Ricon Ferraz, directora do Museu de História da Medicina ‘Maximiano Lemos’ da FMUP, sobre os instrumentos cirúrgicos dos séculos XIX e XX e da revolução instrumental que acompanhou esses séculos, referente à palestra do NHMOM de 22 de fevereiro de 2014.

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A_revolucao_instrumental_Amelia_Ricon_Ferraz

Realizou-se no dia 19 de Outubro de 2013 na Ordem dos Médicos em Coimbra, uma sessão temática do Núcleo de História da Medicina da OM dedicada a Pedro Hispano Lusitanensis, médico e papa, vulto da cultura europeia no séc. XIII. Anexamos o resumo alargado da intervenção de Maria Helena da Rocha Pereira.

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Razao_e_experiencia_no_Thesaurus_Pauperum_de_Pedro_Hispano,_por_Maria_Helena_da_Rocha_Pereira

Realizou-se no dia 19 de Outubro de 2013 na Ordem dos Médicos em Coimbra, uma sessão temática do Núcleo de História da Medicina da OM dedicada a Pedro Hispano Lusitanensis, médico e papa, vulto da cultura europeia no séc. XIII. Anexamos o resumo alargado da intervenção de José de Paiva Boléo-Tomé.

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Pedro_Hispano_Portugalense__da_eleicao_papal_as_vicissitudes_da_tumulacao,_por_J._Boleo_Tome

Realizou-se no dia 19 de Outubro de 2013 na Ordem dos Médicos em Coimbra, uma sessão temática do Núcleo de História da Medicina da OM dedicada a Pedro Hispano Lusitanensis, médico e papa, vulto da cultura europeia no séc. XIII. Anexamos o resumo alargado da intervenção de Alfredo Rasteiro.

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Pedro_Yspano_e_a_Arte_dos_Olhos_no_seculo_XIII,_por_Alfredo_Rasteiro

Realizou-se no passado dia 12 de Novembro de 2013, na Biblioteca Histórica da Ordem dos Médicos uma sessão para assinalar os cinco anos de existência do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos. Anexamos o texto enviado por António Carvalho, director do Museu Nacional de Arqueologia e os dois artigos/resumos das intervenções da sessão de homenagem a Leite de Vasconcellos. Na edição de Dezembro de 2013 da ROM pode ser consultado um resumo de todo o encontro, o qual contou com a presença de José Manuel Silva, bastonário da OM, António Pereira Coelho, presidente do Conselho Regional do Sul, Luís Raposo, em representação ´do director do Museu Nacional de Arqueologia e de José Luís Doria, presidente da Secção de História da Medicina da Sociedade de Geografia de Lisboa, além, naturalmente, de vários membros da direcção do Núcleo: Maria do Sameiro Barroso, Victor Machado Borges e António Aires Gonçalves.

Em anexo:
Alguns contributos a respeito do cariz medicinal da Tríade Capitolina na Hispânia, por Pedro Marques
Assomos da formacao medica na obra de Leite de Vasconcelos, por Maria José Leal
Palavras do director do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho

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Alguns_contributos_a_respeito_do_cariz_medicinal_da_Tríade_Capitolina_na_Hispania,_por_Pedro_Marques
Assomos_da_formacao_medica_na_obra_de_Leite_de_Vasconcelos_por_Maria_Jose_Leal
Breves_palavras_do_director_do_MNA,_António_Carvalho,_no_5_aniversario_do_NHMOM

Anexamos o artigo de resumo da conferência do NHMOM, proferida a 17 de Setembro de 2013 pelo conferencista convidado, Ivo Furtado.

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HISTÓRIA_DO_EXERCÍCIO_DA_ODONTOLOGIA_EM_PORTUGAL_Ivo_Ávares_Furtado
Nota_curricular

Anexamos o resumo da conferência do NHMOM de dia 09 de Julho de 2013, intitulada «Cirurgiões Portugueses nos séc. XVII XVIII e Cancro da Mama», da autoria de Fortuna Campos.

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Cirurgioes_Portugueses_nos_Sec_XVII_e_XVIII___Fortuna_Campos

Anexamos o resumo da conferência do NHMOM de dia 14 de Maio, intitulada «as plantas na história da dor», da autoria de Figueiredo Lima.

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Plantas_na_história_da_dor_Figueiredo_Lima

Anexamos um resumo da intervenção “Nascimento apogeu e crise da Bioética” da autoria de Daniel Serrão, proferida na sessão do NHMOM de dia 06 de Abril de 2013, intitulada: «A Bioética e os Médicos, Ontem e Hoje – Da tradição de Hipócrates à crise de valores». Esta sessão realizou-se na Sala Braga do Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

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Nascimento_apogeu_e_crise_da_Bioetica,_Daniel_Serrao

Anexamos um resumo da intervenção “O renascimento das virtudes médicas – o lugar de Pellegrino” da autoria de Jorge Cruz, proferida na sessão do NHMOM de dia 06 de Abril de 2013, intitulada: «A Bioética e os Médicos, Ontem e Hoje – Da tradição de Hipócrates à crise de valores». Esta sessão realizou-se na Sala Braga do Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

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O_renascimento_das_virtudes_medicas,_Jorge_Cruz

Anexamos um resumo da intervenção “Códigos Deontológicos – Evolução Temática” da autoria de Amélia Rincón-Ferraz, proferida na sessão do NHMOM de dia 06 de Abril de 2013, intitulada: «A Bioética e os Médicos, Ontem e Hoje – Da tradição de Hipócrates à crise de valores». Esta sessão realizou-se na Sala Braga do Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

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Amelia_Rincon_Ferraz_Códigos_Deontológicos

Anexamos um resumo alargado da intervenção “Lepra – Evolução histórica do diagnóstico” da autoria de A. Poiares Baptista, proferida na sessão do NHMOM de dia 23 de Fevereiro de 2013.

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evolucao_historica_diagnostico_Lepra_Poiares_Baptista

Anexamos um resumo alargado da intervenção “Gafos e gafarias no Portugal medievo” da autoria de Ana Maria Rodrigues, proferida na sessão do NHMOM de dia 23 de Fevereiro de 2013.

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Gafos_e_gafarias_Ana_Maria_Rodrigues

Anexamos o resumo alargado da intervenção ‘Percepções da Lepra na Antiguidade’ da autoria de Nuno Simões Rodrigues, que foi efectuada na sessão temática do NHMOM de dia 23 de Fevereiro de 2013.

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Percepcões_da_Lepra_na_Antiguidade_Nuno_S_Rodrigues

Publicamos em anexo o artigo (que foi publicado tripartido na Revista da OM) que apresenta dados referentes ao estudo elaborado por Cristina Moisão sobre os Hospitais Medievais de Lisboa. Como se lê na introdução do mesmo: «Pouco se tem estudado o sistema hospitalar português no período medieval, provavelmente pela escassez de documentos e notória dificuldade em reunir dados bibliográficos coerentes que permitam contar a história de cada instituição. Será evidente porém, que a medicina hospitalar moderna não existiria sem o contributo dos conhecimentos adquiridos durante toda a história da humanidade. Não ignoremos assim oito centúrias da nossa história hospitalar!»

Este trabalho foi apresentado por Cristina Moisão no dia 12 de Março de 2013, na OM em Lisboa, na sessão temática do NHMOM intitulada: “A Saúde e a Doença na Idade Média – Os Hospitais Medievais em Lisboa”.

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Hospitais_Medievais_de_Lisboa

Anexamos o material de apoio do trabalho ‘Medicina egípcia, múmias, mumificação’ da autoria de Maria do Sameiro Barroso, que foi apresentado na sessão temática do NHMOM de dia 27 de Outubro de 2012.

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Medicina_egípcia,_múmias_1_Maria_Sameiro

Anexamos o trabalho ‘Lepras reais – D. Sancho I, D. Afonso II’ da autoria de Manuel José Campos Magalhães, que foi apresentado na sessão temática do NHMOM de dia 23 de Fevereiro de 2013.

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Campos_Magalhaes_Lepras_reais