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Urgência em Viseu é um “corredor com meia dúzia de salas”

Na visita ao Hospital de São Teotónio, pertencente ao Centro Hospitalar Tondela-Viseu, o bastonário da OM deparou-se com um serviço de urgência que é um “corredor com meia dúzia de salas” e defendeu uma solução “imediata” para o centro oncológico, que está numa “situação inacreditável”, desde logo pela própria estrutura física que é muito pequena e “não permite que as pessoas possam executar, por exemplo, medidas de reanimação urgente”, esclareceu. Esta foi mais uma visita de trabalho, parte integrante do périplo que está a ser realizado por várias unidades do país.

“Precisamos neste hospital de um serviço de urgência novo. Isto que existe atualmente não é propriamente um serviço de urgência, é um corredor com meia dúzia de salas, que nem sequer tem organização, nem condições de trabalho para as pessoas que lá estão, nem condições para os doentes que lá recorrem”, disse Miguel Guimarães em declarações à comunicação social, depois de falar com os médicos e visitar vários serviços do hospital. “Depois, é a questão do centro oncológico, que está numa situação inacreditável. Nunca vi um centro oncológico assim. Temos aqui uma situação muito preocupante e que tem de ser resolvida já, imediatamente, porque aqueles médicos, que são uns heróis, e os próprios doentes, que são lá tratados, não têm aquelas que são as condições mínimas para que isso aconteça”, continuou.

A Urgência, a Oncologia e a Psiquiatria são três situações críticas que merecem uma atenção redobrada. A última funciona mesmo numa outra freguesia, dificultando a integração com os restantes serviços hospitalares. Já não há lugar dentro do hospital para os serviços que cá estão e também não há lugar para a Psiquiatria. Daí que as obras, de uma forma global, sejam absolutamente essenciais (…) este hospital precisa, seguramente, de mais remodelações em várias áreas para poder acomodar de forma confortável as várias áreas clínicas”, defendeu o bastonário.

Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, alertou para as dificuldades sentidas na formação médica em Viseu, motivo pelo qual assinalou o acompanhamento rigoroso por parte da Ordem dos Médicos nesta matéria.

Na comitiva da Ordem dos Médicos estiveram presentes o responsável do Conselho Nacional do Médico Interno na zona Centro, Henrique Cabral, a presidente da sub-região de Viseu da Ordem dos Médicos, Cristina Duarte, representantes sindicais e responsáveis de três associações de doentes.