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Ordem defende campanha de comunicação massiva sobre bom uso de máscaras

Tendo em consideração as mais recentes informações relacionadas com a pandemia provocada pelo SARS-COV-2 e no momento atual em que o país se prepara para, progressivamente, retomar várias atividades, a Ordem dos Médicos recomenda fortemente que sejam adotadas as seguintes medidas:

 

1. Reiteramos a importância do rastreio regular voluntário dos profissionais de saúde da linha da frente (fator de segurança e tranquilidade pessoal e familiar);

2. Reforço do rastreio da COVID-19 nos lares. A OM está disponível para colaborar de forma ativa nesta matéria;

3. Insistimos na obrigatoriedade da utilização de máscaras comunitárias ou máscaras cirúrgicas pelos cidadãos, certificadas pelo Infarmed, em locais públicos, particularmente nos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias e lares, ou estabelecimentos comerciais, bem como em todos os locais onde não seja possível cumprir o desejável distanciamento social. Esta utilização tem, obrigatoriamente, de ser acompanhada por uma campanha de comunicação massiva que promova a literacia do uso destes equipamentos;

4. Reiteramos a importância do acesso a informação clínica e epidemiológica dos doentes COVID-19 por parte da comunidade médica e científica. O site da DGS disponibiliza apenas 16 itens que pouco acrescentam em relação ao Boletim Epidemiológico. A Ordem dos Médicos e as Escolas Médicas continuarão a insistir nesta matéria, essencial para efeitos de estudo e investigação no sentido de entender melhor a doença e encontrar soluções mais eficazes para o seu tratamento;

5. Ponderar a criação do Passaporte Imunológico: reforço da criação de critérios de diagnóstico e validade dos exames serológicos;

6. Criar a Campanha Portugal Seguro: estabelecimento de critérios para a abertura com segurança de diferentes atividades (desde a saúde à economia). A OM está disponível para colaborar de forma ativa nesta matéria. Critérios como a lavagem das mãos à entrada e frequente, o uso de máscara pelos clientes e funcionários, a utilização de soluções alcoólicas em todas as situações, as regras de distanciamento social em locais públicos, o rastreio térmico, os horários desfasados, a valorização de queixas respiratórias no início de turnos para todos os funcionários, etc.;

7. Necessidade imperiosa de abrir concursos para a aquisição da vacina da gripe. A vacina da gripe não tem eficácia no SARS-COV-2, mas, caso ocorra uma 2ª onda no Inverno, diminuir a incidência de gripe (que pode apresentar queixas similares) na população de risco facilita a identificação dos potenciais doentes COVID-19. Muitos países estão já a comprar mais vacinas da gripe e arriscamo-nos a ter maiores dificuldades de acesso.

 

Lisboa, 04 de maio de 2020

O bastonário da Ordem dos Médicos

O Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos

 

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