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Ordem considera que degradação das listas de espera envergonha Portugal

Os dados revelados pela Entidade Reguladora da Saúde concluíram que os hospitais do Serviço Nacional de Saúde têm taxas de incumprimento dos tempos de espera de 18,5% nas cirurgias programadas e de 39% nas primeiras consultas de especialidade hospitalares. Houve um aumento para mais do dobro na percentagem de cirurgias realizadas fora dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) no período analisado, entre janeiro e maio de 2018.

“Estes resultados são desastrosos e devem envergonhar-nos enquanto país que ficou conhecido por ter um dos melhores serviços de saúde do mundo. Podíamos dizer que o SNS responde nos casos mais urgentes, como sugeriu a ministra da Saúde. Mas infelizmente já nem isso é totalmente verdade”, refere o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, dando como exemplo as áreas mais sensíveis, como a oncologia.

“Mesmo na oncologia os números são desoladores: 18% das cirurgias de doença oncológica foram feitas além dos TMRG e foi nas cirurgias consideradas ‘muito prioritárias’ que a percentagem de operações fora dos tempos foi mais elevada, com 31%”, aponta o bastonário.

Para Miguel Guimarães “não é mais possível continuarmos a compactuar com uma política de saúde que todos os dias contribui para enfraquecer o SNS e para colocar doentes e profissionais de saúde em situações de verdadeiro desespero”. O bastonário insta, por isso, a tutela a divulgar a estratégia de gestão de listas que o Ministério da Saúde tem anunciado, mas que nunca precisou como tenciona executar.

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