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Ordem condena agressão contra médico que reflete insegurança vivida no SNS

A Ordem dos Médicos condena veementemente a agressão protagonizada hoje, dia 25 de fevereiro, contra um cirurgião do Centro Hospitalar do Oeste que estava a operar no Hospital de Peniche e que foi esfaqueado por um doente que entrou na sala onde decorria a intervenção.

“Este caso é o espelho da grave situação de insegurança que se vive no Serviço Nacional de Saúde e de um clima de conflitualidade institucional que infelizmente é alimentado pela própria tutela e que não dignifica nem beneficia ninguém”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos.

Miguel Guimarães acrescenta que “o aumento de casos de agressão contra profissionais de saúde é o espelho do desinvestimento do Governo no Serviço Nacional de Saúde e da insistência numa política que cria ambientes de tensão que prejudicam profissionais e utentes”. “Os médicos estão a ser obrigados a cumprir horários desumanos e a dar resposta a um número de doentes que está muito para lá do aceitável e que os coloca em situações de sofrimento ético, com prejuízo para a qualidade e a segurança clínica”, insiste.

O bastonário recorda que os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde, referentes a 2018, revelam que no ano passado foram notificados mais de 950 casos de incidentes de violência contra profissionais de saúde, tornando-se 2018 no ano com mais situações reportadas. Em cerca de um quarto das situações as agressões ocorreram contra médicos.

Miguel Guimarães exige que “o Ministério da Saúde tenha uma intervenção rápida e urgente, com medidas e políticas concretas que permitam devolver aos profissionais e aos utentes um Serviço Nacional de Saúde em que o respeito, a confiança, a segurança e qualidade imperem em todas as suas vertentes”.