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Médicos no topo do combate à pandemia

As hipóteses eram várias: primeiro-ministro, Presidente da República, ministra da Saúde, diretora-geral da saúde, Serviço Nacional de Saúde ou profissionais de saúde. Os portugueses não hesitaram e elegeram os profissionais de saúde como os que estiveram melhor no combate à pandemia da COVID-19. Os resultados fazem parte de uma sondagem realizada pela Intercampus, para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, publicada no último fim-de-semana.

Aos inquiridos foi perguntado “Quem esteve melhor e pior no combate ao coronavírus?” e a resposta podia ser “menos bem”, “bem”, “muito bem” ou “não sabe/não responde”. Em relação aos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde), 77% deram a classificação máxima e 21% escolheram “bem”, o que perfaz um total de 98% de avaliações positivas. Os profissionais de saúde foram, aliás, os únicos a merecer a nota máxima de forma tão expressiva.

Mesmo o SNS, que recebeu a segunda maior taxa de resposta de “muito bem”, só obteve 32%. O “bem” fixou-se nos 56%, perfazendo um total de 88% de reconhecimento ao trabalho das unidades de saúde.

O terceiro lugar foi para o primeiro-ministro, com 27% de “muito bem” e 58% de “bem” (total de 85% de avaliações positivas). Ainda assim, 13% dos inquiridos deram nota negativa. O Presidente da República surgiu em quarto lugar, com um total de 81% de avaliações positivas (27% muito bem e 54% bem) e 18% de avaliações negativas.

Em quinto lugar os portugueses colocaram a ministra da Saúde, com 21% de “muito bem” e 51% de bem (total de 72%). Mesmo Assim, 27% dos inquiridos consideraram que Marta Temido esteve “menos bem”. O último lugar coube à diretora-geral da saúde, que recolheu apena 18% de “muito bem” e 47% de “bem”, num total de 65%. O “menos bem” foi apontado para Graça Freitas por 33% dos participantes no estudo.

O trabalho da Intercampus decorreu entre 9 e 13 de junho. O inquérito foi feito por telefone a 610 pessoas, numa amostra representativa da população portuguesa. O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%. A taxa de resposta foi de 62%.