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Livro sobre relação médico-doente pretende “valorizar as relações humanas”

O livro “A relação médico-doente: um contributo da Ordem dos Médicos” foi apresentado, no dia 25 de novembro, no auditório do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. A sessão contou com um momento musical pela Companhia do Teatro São Carlos que apresentou composições inspiradas em temas médicos e/ou de alguma forma alusivos à relação médico-doente.

José Poças – um dos grandes impulsionadores e coordenadores do projeto – esclareceu que o objetivo do livro é “a defesa intransigente da relação médico-doente”, ao mesmo tempo em que indagou filosoficamente sobre uma eterna questão: a medicina é arte ou ciência? “É arte no modo de relacionamento. É ciência em quase tudo o resto”, afirmou.

O sociólogo António Barreto procedeu à apresentação da obra e reconheceu desde logo que “não há nenhuma relação profissional como esta”. “No fim do dia, no essencial, no insubstituível, está a relação médico-doente”, considerou, apontando a saúde como a melhor conquista do Estado democrático, a seguir à liberdade.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, agradeceu a todos os autores, enalteceu a apresentação “brilhante” de António Barreto e sublinhou o trabalho “incansável” de José Poças. Miguel Guimarães não tem dúvidas de que “uma medicina personalizada tem que ser centrada na pessoa e ter espaço para a empatia e a compaixão”. O objetivo do livro é também “valorizar as relações humanas” ao reconhecer a interação médico-doente como património. Por fim, Miguel Guimarães comentou que as tecnologias podem ser aliadas, mas não devem ocupar o espaço dos médicos: “devem ser integradas a nosso favor e nunca contra nós”.

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Leia o discurso completo de António Barreto