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Jovens médicos aprovam nova Prova Nacional de Acesso

Depois de muitas décadas de críticas ao famoso exame Harrison, 2019 foi o ano em que os novos médicos puderam finalmente fazer a nova Prova Nacional de Acesso (PNA), que lhes permite depois ingressar numa especialidade médica. No dia 20 de julho, na sede da Ordem dos Médicos, foram apresentados os resultados do primeiro relatório sobre a nova PNA e as conclusões indicam que o novo modelo foi aprovado pela maioria dos que realizaram a prova.

“De acordo com os resultados do inquérito que fizemos após a primeira prova, os médicos consideraram que a nova PNA estava bem estruturada e privilegiava o raciocínio clínico, em detrimento da memorização, que era um dos objetivos que pretendíamos com esta mudança”, explica Serafim Guimarães, coordenador do Gabinete para a Prova Nacional de Acesso à Formação Especializada.

A nova prova é composta por 150 itens e tem a duração de 240 minutos ministrada em duas partes de 120 minutos cada, com um intervalo de 75 minutos. Medicina, Cirurgia, Pediatria, Ginecologia/Obstetrícia e Psiquiatria são as áreas avaliadas. Nesta primeira edição a principal crítica foi precisamente relacionada com o tempo, com muitos alunos a referirem que precisariam de mais tempo para complementar a prova.

Ainda assim, a maioria dos respondentes considera que os temas abordados respeitavam a matriz de conteúdos e que a bibliografia recomendada é adequada e de fácil acesso. De todas as formas, durante os primeiros cinco anos de mudança o processo está a ser acompanhado pela National Board of Medical Examiners®, para poderem ser feitos os ajustes necessários.

“Queríamos uma prova mais discriminativa, mais equitativa e mais justa, que se adaptasse à evolução da medicina, dando maior peso ao raciocínio clínico, cada vez mais determinante numa altura em que a informação produzida pela ciência cresce a um ritmo exponencial. Sentimos que esse resultado foi atingido em termos de conteúdo, e mesmo o facto de as notas serem mais dispersas também comprova que temos uma melhor PNA”, salienta o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Em termos de curiosidades, dos mais de 2500 médicos que realizam a prova, 400 já vêm de universidades estrangeiras. Quanto às escolas portuguesas, a maioria vem da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, seguindo-se a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. A maioria dos respondentes iniciou o seu estudo para a prova logo no arranque do ano letivo de 2018/2019, com uma média diária de sete a 13 horas de estudo. O relatório pode ser consultado na íntegra em: https://bit.ly/relatorioPNA

Lisboa, 20 de julho de 2020

 

2020.07.20_NI – Jovens médicos aprovam nova Prova Nacional de Acesso