Assinalando o Dia Mundial da Saúde, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, destacou a importância de reforçar a resposta dos sistemas de saúde e de garantir maior investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Numa entrevista, o dirigente admitiu as dificuldades do SNS, desde a falta de médicos à necessidade de modernização tecnológica e também como o Serviço Nacional de Saúde acaba por ser "vítima do seu próprio sucesso", no sentido em que a esperança média de vida era, há mais de 40 anos, de 65 anos e, hoje em dia está nos 81 anos, o que acaba por criar "uma sobercarga muito grande sobre o sistema, em que há mais pessoas idosas, mais doenças crónicas, mais pressão sobre o SNS, mais consultas." Carlos Cortes apelou à valorização dos profissionais de saúde e à criação de condições que permitam melhorar a atratividade da carreira médica do SNS, defendendo que a sua sustentabilidade depende da retenção e da contratação dos médicos necessários nas áreas do país mais carenciadas, "não só do interior mas também das grandes cidades", como por exemplo Lisboa que tem tido enormes dificuldades em ter Médicos de Família. Apesar das dificuldades dos últimos anos, "a saúde infantil tem sindo um indicador de grande orgulho para todo o país", como também a "rede de hospitais é motivo de satisfação". O responsável terminou com uma mensagem de esperança para "continuar a acreditar, não virar as costas, não deitar a toalha ao chão e apostarmos naquilo que, verdadeiramente, é a maior e melhor conquista da nossa democracia, o Serviço Nacional de Saúde" e o cuidado e apoio "às pessoas nas suas dificuldades e fraquezas". Ler mais