No 15.º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, promovido pela Fundação Bial, o bastonário da Ordem dos Médicos destacou a relevância e a complexidade do tema escolhido para esta edição: as experiências de fim de vida. Na sua intervenção, considerou tratar-se de uma temática “particularmente exigente”, por ser simultaneamente universal e profundamente pessoal. Sublinhou que, embora a morte seja a única experiência verdadeiramente comum a todos os seres humanos, continua marcada pelo silêncio e por vastas áreas ainda pouco exploradas pela investigação científica. O bastonário apontou o simpósio como uma oportunidade rara para refletir não apenas sobre a morte, mas também sobre o significado da vida. “Pensar o limite para compreender o que está no centro. Pensar o fim para iluminar o sentido”, referiu, destacando a importância de abordar estas questões com abertura intelectual. Ao longo da sua intervenção, defendeu ainda que este é um campo que exige simultaneamente curiosidade, rigor e humildade. Apesar dos avanços do conhecimento científico, reconheceu que se trata de um território onde persistem muitas interrogações, num encontro constante entre a objetividade da ciência e a dimensão subjetiva da experiência humana. O responsável enalteceu também o papel da Fundação Bial na promoção deste espaço de reflexão, sublinhando a importância de iniciativas que incentivem o diálogo entre diferentes áreas do saber. Para o bastonário, é precisamente esse caráter interdisciplinar — que cruza ciência, filosofia e outras formas de compreensão do ser humano — que torna o simpósio um fórum único e relevante. A edição deste ano do 15.º Simpósio Aquém e Além do Cérebro reuniu especialistas de várias áreas para debater as experiências de fim de vida, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre um dos temas mais complexos e universais da condição humana.