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A Ordem dos Médicos (OM) manifestou uma vez mais preocupação com a dificuldade em inverter uma tendência que está a agravar a escassez de médicos especialistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Entre 2023 e 2025, 1183 médicos não ingressaram na formação especializada, dados que têm oscilações anuais mas que se agravaram em 2025: 407 em 2023, 307 em 2024 e 469 em 2025. "O que está a acontecer com as vagas é que, de ano para ano, há muita gente que não as escolhe e esses médicos são necessários para o país. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) precisa de médicos especialistas que se integrem nas equipas e com contratos de trabalho com vínculo estável", alertou o Bastonário em declarações à imprensa. A OM sublinha que esta realidade tem impacto direto na capacidade de resposta do SNS, sobretudo na constituição e estabilidade das equipas médicas em diversas especialidades mas também fragiliza a formação das próximas gerações de médicos, reforçando a necessidade de uma análise estruturada das causas subjacentes a estas opções. Preocupada com esta evolução, a Ordem constituiu em 2025 um grupo de trabalho dedicado ao estudo do fenómeno, tendo igualmente acordado com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) o aprofundamento da análise em curso. O objetivo passa por identificar fatores determinantes e contribuir para a definição de medidas que possam tornar a formação especializada mais atrativa e ajustada às necessidades do sistema. Os trabalhos encontram-se em desenvolvimento, sendo intenção da OM apresentar contributos e propostas que possam apoiar a resposta estrutural ao problema, em articulação com as entidades competentes. “Queremos apresentar um documento consistente e robusto ao Ministério da Saúde para resolver esta matéria que se agrava de ano para ano”, referiu à imprensa Carlos Cortes.

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