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Teve lugar na Assembleia da República, Auditório Almeida Santos, a apresentação do Relatório Anual do Programa Nacional das Hepatites Virais, da DGS. Contou com a presença de Rita Sá Machado, tendo Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde, enviado uma vídeo-mensagem para encerramento.

Os sete relatórios, correspondentes a cerca de 450 páginas, estão disponíveis no site da DGS , https://www.dgs.pt/hepatites/relatorios-e-publicacoes.aspx

As mensagens principais do relatório assentam no facto que as cinco hepatites virais existem em Portugal (de A a E), são entidades evitáveis, três delas com vacinas (A, B, D), tratáveis e curáveis. Três delas (B, C, D) podem tornar-se crónicas, evoluir para cirrose e cancro do fígado (carcinoma hepatocelular). São pois entidades de cariz oncogénico.

Rui Tato Marinho, médico especialista em Gastrenterologia, Hepatologia e Adictologia clínica e Pró-reitor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa fez um balanço de uma década da terapêutica da hepatite C, oral, sem efeitos secundários, de acesso gratuito a todos os que necessitem.

Foram incluídos quase 40.000 doentes no  portal do Infarmed, sendo a taxa de eliminação vírica de 97%. Se não existir fibrose intensa/cirrose a cura é definitiva, podendo o doente ter alta da consulta.

Uma das mensagens principais deste programa prioritário tem sido “Façam o teste das hepatites B e C pelo menos uma vez na vida” a par da recomendação de incluir a ALT na avaliação global de saúde. Um dos focos será testar de modo mais insistente os consumidores de substâncias, as pessoas privadas de liberdade e migrantes de alguns países de maior risco.

As mensagens têm resultado e os sinais são positivos, apesar de se esperar:

Redução do número de internamentos por cirrose descompensada por hepatite C, microeliminação da hepatite C no contexto da diálise, redução da hepatite C na lista de espera do transplantados hepáticos, aumento dos testes de hepatite B no SNS e em contexto comunitário de 445.867 para 685.616, da hepatite C de 349.823 para 602.629 e da ALT de 11.503.140 para 13.841.436.

As doses de vacinas da hepatite A e da hepatite B, independentemente da administração da vacina da hepatite B no âmbito do Programa Nacional de Vacinação, ultrapassaram para cada uma as 100.000 doses.

Estas medidas reforçam a necessidade de identificação precoce das hepatites, por si na grande maioria assintomáticas, mas suscetíveis de prevenção e tratamento altamente eficaz, consoante os casos.

 

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