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Crise nas maternidades

A Ordem dos Médicos reuniu no dia 25 com os diretores clínicos e de serviço de Ginecologia/Obstetrícia e de Neonatologia de toda a zona Sul. No encontro fez-se o diagnóstico pormenorizado dos principais problemas que afetam transversalmente todas as maternidades e discutiram-se possíveis soluções, tanto as circunstanciais como as estruturais.

Com todos os testemunhos, denúncias e realidades desconcertantes, o bastonário ficou na posição de concluir que “a realidade nos serviços é ainda mais grave do que se poderia pensar, sendo revelados episódios verdadeiramente críticos nos hospitais”. “Em muitos serviços, as escalas dos próximos meses têm vários dias por preencher, quer por falta de obstetras, quer por falta de neonatologistas ou anestesiologistas”, divulgou. Miguel Guimarães é perentório ao afirmar que “são necessários incentivos reais para as regiões mais carenciadas” e que não é tolerável que “os índices da área materno-infantil estejam em queda”, algo que acontece nos últimos dois anos.

A OM reuniu também com a ARS Lisboa e Vale do Tejo, propondo nesse encontro “uma solução que permite resolver o problema já para este verão e que passa por valorizar o trabalho extraordinário aos médicos dos hospitais em dificuldade da mesma forma que os médicos contratados à tarefa”, adiantou Miguel Guimarães.

Na reunião com os colegas estiveram também presentes o presidente do Colégio de Ginecologia/Obstetrícia, João Bernardes, o presidente da Subespecialidade de Neonatologia, Daniel Gomes, o presidente da Secção Regional do Sul, Alexandre Valentim Lourenço e o vice-presidente da Secção Regional do Sul, Jorge Penedo.