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Médicos exigem abertura de concursos

O Bastonário da Ordem dos Médicos acompanha esta quinta-feira pelas 14:30 um grupo de jovens especialistas à Assembleia da República para entregar uma Carta Aberta à Comissão de Saúde. Em causa está o atraso na abertura de concursos para colocação dos novos médicos das especialidades hospitalares e de Saúde Pública. “É uma vergonha nacional que passado quase um ano os concursos continuem por abrir. Não se pode acreditar no ministro da Saúde”, diz Miguel Guimarães.

São mais de 700 os jovens especialistas da área hospitalar e de Saúde Pública que aguardam a abertura dos concursos para serem colocados nas unidades de saúde do SNS. Esta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, uma delegação destes jovens médicos tem encontro marcado com representantes da Comissão de Saúde para entregar uma Carta Aberta já assinada por mais de 2700 clínicos, na qual exigem a abertura imediata dos concursos que lhes permitirá serem colocados no SNS. Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, presidente do Conselho Regional do Centro da OM, Catarina Perry, presidente do Conselho Nacional do Médico Interno e Inês Mesquita, vogal do Conselho Regional do Centro da OM, totalmente solidários com esta iniciativa, irão acompanhar este grupo.

“Esta situação de impasse é perfeitamente inadmissível. É uma vergonha nacional e é a saúde dos portugueses que está em causa. A saúde das pessoas não pode esperar”, afirma o bastonário da OM. “Manifestamos o nosso total apoio a estes médicos que vivem numa indefinição há já nove meses. Um impasse que tem repercussões graves na saúde dos doentes”, reforça Carlos Cortes.

Concluídos com sucesso os exames finais do internato de especialidade de abril e outubro de 2017, os jovens especialistas aguardam ainda o procedimento concursal para colocação nas unidades de saúde do SNS, estando o Ministério da Saúde em incumprimento do Decreto-Lei 24/2016 de 8 de junho. 

O bastonário da Ordem dos Médicos recorda que “a 10 de janeiro, em plenário da Assembleia da República, o ministro da Saúde assegurou que a abertura do concurso para as áreas hospitalares e de Saúde Pública estaria por dias”. “Na passada sexta-feira, um mês depois, o ministro reafirmou que está por dias e até o primeiro Ministro ironizou a questão no Parlamento, afirmando mesmo que até podia dizer que está por segundos, não importa é quantos segundos“, critica Miguel Guimarães. “Perante estes factos, sou forçado a admitir que já não podemos acreditar no ministro da Saúde”, lamenta.

“Esta situação impede o acesso dos doentes aos médicos especialistas por todo o país e causa instabilidade profissional e pessoal aos colegas visados”, sublinha ainda Carlos Cortes.

A ‘Carta Aberta’ foi enviada a várias instituições e organismos públicos, entre os quais a Presidência da República e o Primeiro Ministro, exigindo a abertura imediata do procedimento concursal.

Lisboa, 21 de fevereiro de 2018

CARTA ABERTA