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Biomedical Engineering Summit 2021

O debate “Ideias em Ordem” juntou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e o bastonário da Ordem dos Engenheiros e presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, Carlos Mineiro Aires, numa análise ao contributo das ordens profissionais como garante de qualidade. O debate apresentou ainda perspetivas de relevo no que concerne ao impacto da engenharia biomédica, quer como abrangente área de estudos, quer como profissão sinónima de impacto e inovação ao nível da saúde, em Portugal e no mundo, esclarecendo as principais dúvidas que foram colocadas pela assistência. Nesse contexto Carlos Mineiro Aires realçou como fundamental a constante atualização dos profissionais e o empenho das ordens na promoção da formação contínua. Especificamente sobre os engenheiros, e lembrando como estes profissionais estabelecem “pontes entre várias tecnologias”, alertou que “quem não estiver constantemente atualizado vai correr riscos”. Lamentando que vivamos num mundo desigual, este orador realçou a obrigação de todos promovermos o direito à saúde, a erradicação da pobreza e da fome e a redução das desigualdades, lembrando como os engenheiros podem – e devem – “estar atentos e contribuir para estes desígnios”. Reportando-se ao contexto da pandemia, Carlos Mineiro Aires elogiou o trabalho incansável dos profissionais de saúde, enalteceu o exemplo de Miguel Guimarães como um “batalhador”.

Já o representante máximo dos médicos realçou que o objetivo principal da atuação da OM é a defesa da saúde dos portugueses, desígnio que obriga à defesa da qualidade da formação: “O objeto final da nossa atuação são os cidadãos e os doentes; …cuidar e proteger a saúde das pessoas” objetivo que é atingindo ao “defender a qualidade da profissão, o que passa por várias dimensões, nomeadamente a formação”, área em que a Ordem dos Médicos tem muita responsabilidade. “Se tivermos médicos de qualidade, com uma formação adequada, os cuidados que prestamos são melhores”, lembrou. Porque a qualidade dos seus profissionais beneficia o país e “isso começa quando somos estudantes”. “Na Ordem dos Médicos defendemos sempre – e em primeiro lugar – a qualidade”, referiu Miguel Guimarães.