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A taxa de sobrevivência ao cancro em Portugal atingiu os 66% aos cinco anos após diagnóstico, para doentes diagnosticados em 2019, segundo dados do mais recente relatório do Registo Oncológico Nacional (RON). Isto significa na prática que cerca de dois em cada três doentes permaneciam vivos cinco anos após o diagnóstico da doença. O relatório analisou 54.147 tumores malignos e confirma uma evolução positiva nos resultados globais da oncologia em Portugal. Ainda assim, os dados evidenciam desigualdades importantes entre sexos, regiões e grupos etários. As mulheres têm uma taxa de sobrevivência bastante superior à dos homens, 72% para 62%. O relatório aponta também para desigualdades regionais relevantes. O Norte e o Centro registam melhores indicadores de sobrevivência, enquanto a Região Autónoma da Madeira apresenta os resultados mais baixos. Os especialistas sublinham que estas diferenças podem refletir atrasos no diagnóstico e no acesso atempado ao tratamento. A importância dos programas de rastreio volta igualmente a ser destacada, sobretudo nos casos do cancro da mama, colo do útero e colorretal e destaca-se também a necessidade de uma maior equidade no acesso aos cuidados oncológicos em todo o território nacional.

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