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O debate sobre o financiamento da saúde em Portugal esteve no centro da CNN Portugal Summit - Inovação em Saúde, onde especialistas alertaram para os desafios atuais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Num painel sobre o tema "Quem paga a saúde do futuro?", Carlos Cortes (Bastonário da Ordem dos Médicos), Paulo Teixeira (diretor-geral da Pfizer Portugal) e André Trindade (presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, ACSS) debateram o peso do setor no Orçamento de Estado, a sustentabilidade do SNS e as soluções para um sistema mais eficiente. 

O Bastonário da Ordem dos Médicos começou por frisar que  “o SNS está a ser vítima do seu próprio sucesso" pois, hoje, as pessoas vivem muito mais anos, “mas temos, fundamentalmente, uma população muito idosa. Portugal faz parte dos cinco países mais envelhecidos do mundo, e isso tem um impacto: a necessidade de cuidados mais diferenciados. E, como quem chega aos 65 tem uma esperança média de vida de mais 20 anos, dos quais 12 são sem saúde, isso cria uma pressão muito grande sobre o SNS”. Se acrescentarmos os dados sobre o custo em saúde de uma pessoa idosa  que "é 3 ou 4 vezes superior ao de uma pessoa de 40 anos”, torna-se óbvio que as necessidades em saúde são crescentes. O representante dos médicos sublinhou, ainda, que é necessário ter  “coragem para não financiar o desperdício, a burocracia ou a má gestão”. “Temos que reorganizar o sistema com foco na prevenção (...) e a inovação tecnológica é fundamental”, quer para reorganizar o SNS, quer para assegurar o futuro.  Sobre a inovação, o Bastonário quis distinguir um aspeto que considera central e que define o que é realmente inovação:  “Para mim, a inovação não é só o ornamental, não é aquilo que é novo, não é simplesmente a tecnologia. É aquilo que é útil, o que tem um impacto positivo na vida das pessoas, o que gera valor na saúde”.  

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