A Ordem dos Médicos e o Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar, promoveram terça-feira, Dia Mundial do Médico de Família, o fórum “Reflexão sobre o Futuro da Medicina Geral e Familiar em Portugal”. Ao longo da sessão foram abordados vários temas como o aumento do número de utentes sem médico de família, a dificuldade de atrair e fixar médicos no SNS, a valorização da carreira em Medicina Geral e Familiar, a necessidade de reforçar os cuidados de saúde primários e a interoperabilidade de plataformas tecnológicas entre serviços de saúde.
Na reunião participaram, diretores clínicos, sindicatos médicos, sociedades científicas e associações profissionais para discutirem os principais desafios da especialidade no país e definir um acordo estratégico para ser entregue no Ministério da Saúde, na Assembleia da República e na Presidência da República.
O documento contém 18 medidas que procuram estimular soluções que assegurem acesso universal ao utente, valorize o Médico de Família e permita uma governação eficaz e liderança clínica, formando um suporte "para o Ministério da Saúde ter aqui instrumentos muito concretos para poder aplicar", como afirmou, em conferência de imprensa, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.