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Os tempos de espera nas urgências são “inadmissíveis” sendo necessidade “imperativa” corrigir a situação. A opinião foi manifestada pelo Bastonário da Ordem dos Médicos, no programa “Fórum TSF”. Carlos Cortes considera desadequado o atual modelo de urgências que “absorve quase por completo os recursos disponíveis no SNS.” O Bastonário considera que “a cultura urgenciocêntrica” revela as disrupções do sistema de saúde e relaciona tal com a pouca capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários que, por sua vez, resulta da falta de profissionais de saúde, principalmente médicos. “Em Portugal a procura por serviços de urgência é mais do dobro da média dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)”, exemplifica. Acresce, na opinião de Carlos Cortes, que os planos de contingência de inverno ou de verão “são elaborados, há anos, mas não cumprem o seu propósito nem são eficientes.” O reforço dos cuidados de saúde primários e iniciativas que melhorem o nível de literacia em saúde da população são apontados como áreas prioritárias de atuação, assim como condições de atração e fixação de médicos no SNS. No final do ano passado, a Ordem dos Médicos apresentou ao Ministério da Saúde e aos grupos parlamentares um pacote integrado de 25 medidas para aumentar a atratividade do SNS, recordou o Bastonário durante o programa radiofónico.

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