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Está a decorrer na Ordem dos Médicos o segundo seminário de medicina humanitária organizado pelo GAHOM – Gabinete de Apoio Humanitário da Ordem dos Médicos subordinado ao tema atuação médica em cenários de crise. Filipa Lança, Vice-Presidente do Conselho Regional do Sul da OM, deu as boas vindas a este evento recordando a importância fulcral da ética e como “o médico em cenários de crise é clinico mas também organizador de prioridades”, frisando que “a resposta não se improvisa, treina-se”, apelando para a necessidade de cooperação  Vítor Almeida, coordenador do GAHOM, agradeceu todo o trabalho e colaboração e frisou precisamente que só com trabalho de equipa é possível dar a resposta adequada, seja num cenário de guerra, seja na decorrência dos fogos, cheias ou da pandemia. “Todos tivemos que colaborar para a resposta”. “Participem ativamente porque este projeto de apoio humanitário é de todos os médicos“.  Vítor Almeida resumiu o muito trabalho feito pelo GAHOM no apoio à formação de médicos ucranianos, mencionando todos os apoios que tornaram essas ações possíveis. Para Vítor Almeida a relevância da Ordem dos Médicos avançar com a implementação de um plano formativo multidisciplinar para preparar as equipas de apoio humanitário é indubitável.  “Ad auxilium, ao serviço. Há poucas expressões que definam melhor a nossa profissão: ao serviço de quem num minuto perde a casa, (...) o país, a segurança”, enquadrou o Bastonário das Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, frisando que “a medicina humanitária não é [nem pode ser vista como] um anexo a um tratado”, um “heroísmo de momento”. “A medicina humanitária exige formação , treino, coordenação, enquadramento ético rigoroso, (...). A medicina humanitária exige nunca perder o sentido do bem”. Para Carlos Cortes a Ordem dos Médicos deve ser “ponto de convergência onde as pessoas se encontram, as competências se reconhecem, a ética tem vida e onde a prioridade é sempre o doente”. O representante máximo dos médicos enalteceu o trabalho desenvolvido pelo GAHOM, órgão que valida um dever que já existia, o dever de prestar auxílio e não ignorar quem precisa de auxílio. O GAHOM “trouxe estrutura, método e continuidade”, estabelecendo “pontes entre a Ordem e o Estado ou Estados e a sociedade civil” e preparando médicos através de formação específica nesta área. “O que nos deve unir é o princípio de que o doente não tem culpa do seu contexto pois não escolhe a guerra, nem o incêndio, nem a tempestade ou o apagão. E, por isso, o doente merece respeito total e absoluto da sua dignidade”, insta. Carlos Cortes fez questão de deixar uma mensagem de “união operacional prática com responsabilidades claras e bem definidas, entre conhecimento e terreno, treino e decisão, ética e ação” pois “a medicina humanitária é coordenação de capacidades e não protagonismo”, explicou, enquadrando a importância de uma cultura de planeamento com formação, preparação e atitude tão técnica e ética como humana.  

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