A escolha de vagas para o Internato Médico de 2027 estreou, no passado 21 de outubro, um novo sistema informático, desenvolvido de raiz pelo Ministério da Saúde. A Ordem dos Médicos, nomeadamente através do Conselho Nacional do Médico Interno havia solicitado à ACSS o adiamento do processo, para permitir testar previamente a plataforma para assegurar o seu funcionamento sem qualquer entropia, mas a proposta não foi aceite. O Bastonário da OM, Carlos Cortes, alertou para os riscos de um sistema não testado, afirmando que "vai ser testado agora em tempo real", o que não é uma forma adequada de gerir processos que têm elevado impacto na vida das pessoas. A instituição “quer que corra tudo bem e que não aconteça o mesmo que aconteceu na Educação com os exames, mas todos sabemos que a introdução de sistemas informáticos exige testes para identificar possíveis problemas”, conforme explicou Carlos Cortes à imprensa. O Bastonário espera que “nada de grave aconteça que possa perturbar a escolha do internato”, já que a de janeiro os jovens médicos devem apresentar-se “nos serviços e nos hospitais onde foram colocados”. A Ordem está a acompanhar o processo, atenta a falhas que comprometam a escolha das especialidades ou a qualquer situação em que a atribuição automática de vagas contribua para deixar mais lugares por preencher. Existe a preocupação por parte dos dirigentes da OM de que haja a possibilidade de uma parte significativa dos 2449 candidatos desistirem de realizar o internato por não quererem a especialidade atribuida de forma automática.