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Num artigo de opinião em antevisão ao Dia Mundial da Saúde Mental da autoria de Guida da Ponte, médica psiquiatra e que integra a direção do Conselho Nacional para o Serviço Nacional de Saúde e Carreira Médica e o Observatório para a Qualidade e Inovação em Psiquiatria, escrito em coautoria com Joaquim Cerejeira e Susana Pinto Almeida, foi defendido que a avaliação dos cuidados de saúde mental deve ir além do número de consultas, internamentos ou recursos disponíveis. Os autores salientam a importância de avaliar resultados como a recuperação, a autonomia, a qualidade de vida e a continuidade dos cuidados, alertando que a saída dos serviços de saúde nem sempre significa que o problema ficou resolvido. Defendem ainda que a inovação, incluindo a transformação digital e a inteligência artificial, deve ser sustentada pela evidência e avaliada pelo seu impacto real. Para melhorar a resposta em saúde mental, os autores consideram necessário reforçar uma cultura de avaliação, aprendizagem e melhoria contínua, centrada nas necessidades das pessoas e nos resultados alcançados. A questão central, é, portanto, saber se os cuidados estão realmente a melhorar a saúde mental dos portugueses e que resposta queremos construir para as próximas gerações.

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