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A Ordem dos Médicos alertou em comunicado para os riscos associados à eventual remoção de utentes das listas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), defendendo uma abordagem mais prudente e centrada nas necessidades reais da população. "Há pessoas que não usam e que não precisam de recorrer ao SNS. Mas devem ter oportunidade de se manifestar", afirma Paula Broeiro, Presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar, sublinhando que a ausência de recurso aos serviços de saúde não deve ser automaticamente interpretada como falta de necessidade. A Ordem reforça que qualquer revisão das listas deve ter em conta fatores sociais e demográficos, evitando decisões exclusivamente administrativas que possam comprometer o acesso futuro aos cuidados de saúde. "Eliminar essas pessoas das listas não deveria ser um ato meramente administrativo", conclui Paula Broeiro, deixando o alerta: "Para garantir que não deixamos para trás pessoas vulneráveis, nomeadamente jovens e homens integrados em famílias, é fundamental compreender que um registo incompleto pode não significar inexistência de necessidades de saúde." A posição surge num momento em que se discutem medidas de reorganização do SNS, com a Ordem dos Médicos a defender que a eficiência do sistema não pode ser dissociada da equidade e da proteção dos grupos potencialmente mais vulneráveis. Leia o comunicado da Ordem dos Médicos AQUI.

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