Em declarações recentes à comunicação social, o Bastonário da Ordem dos Médicos reiterou a urgência de definir uma ação concreta para melhorar o SNS. "Nós sabemos que o SNS está em dificuldades, está a atravessar dos piores momentos desde a sua criação em 1979, mas o que é ainda mais preocupante é não haver aqui medidas concretas. O grande problema é a falta de profissionais, nomeadamente médicos, no SNS e o foco tem que ser aí [...] há aqui uma espécie de medo, de receio de fazer mudanças na saúde, não é de todo normal esta incapacidade e falta de coragem que o Governo tem em colocar as reformas que são necessárias para o SNS, de forma urgente". O aumento que se verifica de médicos estrangeiros no sistema de saúde do país quase não tem representação no Serviço Nacional de Saúde. No fim do ano passado (2025) estavam inscritos perto de 5 mil médicos estrangeiros, mais 434 do que no fim de 2024 e mais 804 do que em 2023. Em termos percentuais, são mais 20% em dois anos mas, no entanto, de acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde, apenas 1/5 dos médicos estrangeiros inscritos na Ordem dos Médicos está a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde. O mais importante, sublinha, "não é a nacionalidade dos médicos, é que os profissionais tenham as competências necessárias e as condições adequadas para exercer medicina em Portugal".