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Um terço das urgências de Obstetrícia no Amadora-Sintra sem número mínimo de especialistas

Miguel Guimarães visitou esta terça-feira, dia 7 de agosto, o Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) na sequência da ameaça de demissão dos chefes de equipa de Ginecologia e Obstetrícia caso, até meados deste mês, não se reúnam condições de assistência e não sejam resolvidos os profundos problemas ao nível da carência de recursos humanos. Consciente do problema, o bastonário foi ao terreno para perceber melhor o que está em causa, tendo em vista possíveis soluções. “No mês de julho, dos 62 períodos de urgência, 20 não tiveram sequer a equipa mínima que é recomendada pelo Colégio da especialidade, o que significa que, nalguns casos, a situação é dramática”, afirmou Miguel Guimarães. “Não é possível num hospital que serve uma população de quase 600 mil habitantes, que tem uma atividade do serviço de urgência enorme, ter uma equipa abaixo dos mínimos”, reforçou.

Miguel Guimarães, acompanhado de João Bernardes, presidente do Colégio de Ginecologia/Obstetrícia da OM e de Catarina Perry da Câmara, presidente do Conselho Nacional do Médico Interno, reuniu com o conselho de administração, direção clínica, direção do serviço de urgência, direção dos serviços de Ginecologia e de Obstetrícia e direção do internato médico. Posteriormente, seguiu-se uma reunião com os chefes de equipa dos serviços de Ginecologia e Obstetrícia onde foram partilhados alguns problemas sentidos pelos profissionais, entre os quais a falta de mais cinco especialistas e a necessidade de melhores condições para continuar a prestar um serviço de qualidade.

No entender do bastonário, esta é “uma emergência porque, caso contrário, a equipa de Obstetrícia e Ginecologia corre o risco de não poder funcionar em determinados dias”. O responsável máximo dos médicos, apesar dos problemas encontrados, é perentório em afirmar que “a população pode recorrer tranquilamente a este hospital”. No entanto, se as novas contratações de especialistas não acontecerem até ao próximo dia 15, os políticos e a tutela devem ser responsabilizados, uma vez que os médicos “dão o máximo no sentido do dever e de defender a causa pública”.