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Prémio Maria de Sousa recebeu mais de 80 candidaturas

 

O júri do Prémio Maria de Sousa recebeu 84 candidaturas na primeira edição deste galardão, promovido pela Ordem dos Médicos e pela Fundação BIAL, em homenagem à médica e prestigiada imunologista Maria de Sousa.

Entre os candidatos estão jovens médicos e investigadores portugueses de universidades, centros de investigação e hospitais nacionais e internacionais, incluindo portugueses com atividade profissional no estrangeiro. As temáticas dos projetos a concurso abrangem diversas áreas das Ciências da Saúde, destacando-se trabalhos nas diferentes dimensões terapêuticas e de investigação do cancro, doenças do sistema nervoso central e cardiometabólicas.

O presidente do júri, Rui Costa, neurocientista e professor de Neurociência e Neurologia na Columbia University, nos EUA, revela que “É um sinal de esperança enorme este prémio receber 84 candidaturas na primeira edição. São 84 jovens promissores que querem fazer investigação, incluindo um estágio num centro de excelência, e esta é uma grande homenagem a Maria de Sousa, que sempre defendeu que estes jovens tivessem a possibilidade de realizar os seus sonhos.

Para além de Rui Costa, o júri é composto por investigadores que foram muito próximos de Maria de Sousa: Maria do Carmo Fonseca, presidente do Instituto de Medicina Molecular (iMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Graça Porto, diretora do grupo de investigação sobre a biologia do ferro do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, Miguel Castelo-Branco, diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) da Universidade de Coimbra, e Joana Palha, vice-presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

O júri vai agora iniciar a avaliação dos projetos, estando a cerimónia de entrega da primeira edição do Prémio Maria de Sousa prevista para o mês de novembro de 2021.

Aquando do anúncio da abertura de candidaturas ao Prémio Maria de Sousa, em novembro de 2020, Luís Portela, Presidente da Fundação BIAL, evidenciava que “Ao premiar jovens investigadores estamos a perpetuar o trabalho único de Maria de Sousa, que sempre procurou criar condições para que os jovens cientistas pudessem concretizar os seus percursos científicos.”

Também nessa altura, Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, destacava que “Maria de Sousa desbravou caminho e demonstrou a importância da associação da clínica à investigação, sem nunca perder a capacidade de envolver os mais jovens e sem esquecer a importância da ética e do humanismo.”

O Prémio Maria de Sousa, com um valor até 25 mil euros, pretende galardoar jovens investigadores científicos portugueses, até aos 35 anos, em projetos de investigação na área das Ciências da Saúde, incluindo um estágio num centro internacional de excelência.