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Endocrinologia e Nutrição – A Especialidade

A Endocrinologia é uma especialidade médica que tem como principal objetivo o estudo das alterações funcionais ou estruturais das glândulas endócrinas, clássicas e não clássicas, bem como do sistema endócrino difuso. O médico que aprecie uma especialidade que lhe dê a compreensão lógica dos mecanismos fisiológicos do indivíduo saudável e dos mecanismos fisiopatológicos da doença tem, nesta especialidade, uma oportunidade única. A Endocrinologia envolve o conhecimento desde a ciência básica até ao da prática clínica assistencial. O sistema endócrino é um dos principais mecanismos de regulação, prolongado e sustentado, do ser vivo, desempenhando um papel crucial desde a reprodução, o crescimento e a puberdade até ao envelhecimento. A especialidade tem um cariz muito médico associado a um conhecimento teórico profundo, mas lógico. Tem diversas áreas de diferenciação nomeadamente a diabetologia, a obesidade, a nutrição, as doenças metabólicas ósseas, as doenças da tiroide, a neuroendocrinologia, as doenças da suprarrenal, a reprodução, a andrologia, a diferenciação sexual e disforia de género, a endocrinologia e gravidez, a endocrinologia em idade pediátrica, a endocrinologia e diabetologia na transição da idade pediátrica para a idade adulta, o ambiente e a desregulação endócrina, etc. Nas áreas de intervenção prática há a referir as provas hormonais dinâmicas, a ecografia cervical para diagnóstico (punção aspirativa e citologia) e terapêutica, novas tecnologias como as monitorizações da glicose, os sistemas de perfusão contínua subcutânea de insulina.

A Endocrinologia estuda e trata doenças sobretudo crónicas e sistémicas, umas muito frequentes e outras raras. O carácter sistémico leva a que o endocrinologista necessite de ter um conhecimento médico alargado. O seguimento de doentes crónicos não é um desafio fácil mas é compensador pela proximidade humana que permite entre médico e doente.

Esta especialidade permite também uma investigação clínica e científica com diferenciação clínico-académica, onde é possível desenvolver investigação translacional, respondendo a perguntas clínicas em benefício, direto ou indireto, das pessoas afetadas pela doença.