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Bastonário espera sinal positivo do Governo que trave demissões no Hospital de Gaia

O bastonário da Ordem dos Médicos conta que o Governo dê “um sinal positivo” aos médicos demissionários do Hospital de Gaia para evitar que estes abandonem funções a 6 de outubro. “António Costa não pode desprezar o que se está a passar”, sublinhou Miguel Guimarães.

O diretor clínico do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E), José Pedro Moreira da Silva, informou o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) que os 52 chefes de equipa demissionários deste centro hospitalar cessarão funções a 6 de outubro caso o Governo não dê nenhum “sinal positivo” que reverta a situação, melhorando as condições assistenciais do Hospital de Gaia.

“Falei com o diretor clínico do Hospital de Gaia que me disse que os diversos diretores demissionários queriam uma resposta até daqui a um mês senão deixam de estar disponíveis para continuar a exercer os cargos de direção”, afirmou. “Se o Governo não mostrar nenhum sinal positivo, os clínicos deixam de exercer as suas funções de chefia, o que trará consequências muito graves ao centro hospitalar”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, na sequência de informações obtidas junto de José Pedro Moreira da Silva.

Os médicos reclamam há vários meses por melhores condições para prestarem assistência aos seus doentes e, caso venham a existir alterações positivas neste sentido, os diretores demissionários suspenderão a sua decisão.

Miguel Guimarães lamenta ainda que o presidente do conselho de administração do centro hospitalar nem sequer esteja solidário com os médicos demissionários, os quais, frisa, estão a defender os seus doentes e a reclamar melhores condições e cuidados de Saúde para os doentes. “Se não for dado nenhum sinal fica tudo na mesma e os profissionais não têm condições para continuar a chefiar os serviços”, sublinhou.
“Os médicos estão numa situação complicada porque estão a ser demasiado desconsiderados, não podendo António Costa desprezar o que se está a passar”, rematou.